terça-feira, 22 de setembro de 2009

Barulho excessivo está entre as principais causas da surdez infantil

O problema da surdez na infância tem crescido no mundo todo. Uma das causas é o excesso de barulho. Para prevenir, os especialistas estão recomendando aos pais que imponham limites aos filhos no uso de brinquedos barulhentos, fones de ouvido, volume do som e uso do MP3. A surdez infantil será um dos temas abordados no II Congresso Capixaba de Otorrinolaringologia, nos dias 18 e 19 de setembro, no Hotel Ilha do Boi, devendo reunir cerca de 150 participantes, entre médicos, fonoaudiólogos e acadêmicos e especialistas renomados no país.
Pesquisas realizadas pelo Instituto de Audição das Crianças apontam que um terço da perda de audição entre crianças e jovens adultos é provocado pelo barulho. A Academia Americana de Audiologia também revela que a cada oito crianças uma tem perda de audição devido à poluição sonora.
A perda de audição por barulho pode acontecer devido a uma breve exposição a som muito alto ou ainda a partir da exposição constante a sons moderados. Por isso, a preocupação com os efeitos duradouros de MP3, fones de ouvido e outros aparelhos de som pessoais.
Os problemas auditivos na infância desencadeiam várias consequências, prejudicando a socialização da criança, a linguagem oral e escrita, a formação psicológica e o desempenho escolar.
A poluição sonora também contribui para o desenvolvimento de problemas auditivos, devido à emissão de sons sem o menor controle, bombardeando crianças, jovens, adultos e idosos: carros, sirenes, alto-falantes, televisões, campainhas, liquidificadores, alarmes, motocicletas, além da música em altíssimo volume nos shows, bares, festas e eventos esportivos.
Outro agravante é o diagnóstico tardio da deficiência auditiva, independente de ela ter sido ou não causada pelo barulho. Segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 15 milhões de pessoas sofrem de problemas auditivos no Brasil, por causas diversas. Desse total, em média, 350 mil não têm qualquer percepção auditiva. A maioria dos casos começa na infância e deixa de ser solucionada por falta de diagnóstico e tratamento precoces.
Em muitas situações, é possível reverter o quadro se o tratamento for feito antes dos seis primeiros meses de vida. Porém, no Brasil, o diagnóstico acontece em média em torno de quatro anos de idade, quando o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança já está comprometido.
Além desse tema, o Congresso de Otorrinolaringologia também discutirá formas de prevenção e avanços no tratamento de manifestações de outras diversas doenças que acometem ouvido, nariz e garganta. O evento será promovido pela Associação de Otorrinolaringologia do Espírito Santo (ASSORLES).
Fonte: http://www.eshoje.com.br em 15 de setembro de 2009

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